
Escutar, bem eu escutava, imaginação provavelmente era muita, o coração dava, dá, mais batidas quando se fala de ti, tem fim?! Eu espero que sim, digamos que quando falo de amor, eu estou a falar claramente de ti, tu que atormentas os meus sonhos, tu que fazes esquecer-me que os pesadelos existem.
Refiro-me várias vezes ao dia à frente do espelho o quão parva fui, e o quão feliz podia ser, lavo a cara para as lágrimas de tristeza se confundem com a água que corre, pelos canos da casa-de-banho.
É bem verdade quando as pessoas dizem que amar às vezes é um erro, é bem verdade que com defeitos, ou sem eles há sempre alguém que sabe tirar partido positivo das nossas coisas negativas!
Bem, sinto-me farta de tudo de sofrer, farta de toda esta porcaria, grande sofrimento, ainda na minha idade tão tenra, em que nem conheço bem, a vida e as suas maravilhas.
O mundo não tem pena de mim, mas questiona-me sempre como, sempre como ser possível tal coisa forte sentimento que foi preciso perder para o entender?...
A resposta, a resposta não dita, tu saberá-la, tudo se resume a ti, mas nunca haverá um nós, um nós que eu desejo há pouco, que eu sonho, que eu invejo a quem te tem.
O que vejo em ti de especial?! Bem tudo em ti é perfeito, procuro um único defeito mas nunca o encontro.
Os meus olhos enchem-se novamente de lágrimas, com o forte brilho da escuridão, e uma tortura constante, uma dor, que se compara com o sol abrasador, um calor que transparece frio... Durante quanto tempo eu irei aguentar este bruto sofrimento? Não faço ideia... neste momento apenas sei, que as forças me escasseiam. E quando acabarem tenho medo de cometer loucuras...
